UNDP mobiliza 22,3 milhões de USD para a transição energética do setor do frio em África

D.R.
Christina Genet
Este financiamento deverá apoiar a melhoria da eficiência energética do setor AVAC&R em África e a implementação da Emenda de Kigali.
O Fundo Multilateral para a implementação do Protocolo de Montreal aprovou um pacote de 12 projetos em oito países africanos para a modernização do setor do frio e da climatização. Neste contexto, foram mobilizados 22,3 milhões de dólares (cerca de 19 milhões de euros) para apoiar estas iniciativas, promovidas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP).
O financiamento pretende contribuir para a redução da utilização de hidrofluorocarbonetos (HFC), para a melhoria da eficiência energética, para a implementação da Emenda de Kigali e para a adoção de tecnologias de arrefecimento com menor impacto climático. O investimento surge num contexto de crescimento da procura de soluções de arrefecimento em África, impulsionado pela urbanização, pelo desenvolvimento económico, pelas necessidades de conservação de alimentos e pelo aumento das temperaturas.
A maior fatia, de cerca de 18 milhões de dólares, será destinada à Nigéria, com o objetivo de eliminar totalmente os HCFC no país até 2030. Além disso, serão reforçados os sistemas de regulamentação e fiscalização, bem como as competências dos profissionais dos setores da instalação e manutenção de equipamentos de ar condicionado. O programa deverá também acelerar a adoção de refrigerantes e tecnologias com menor potencial de aquecimento global.
No Gana, a aprovação de um fundo rotativo de 4 milhões de dólares introduz uma abordagem diferente: facilitar o financiamento da substituição de equipamentos de refrigeração e climatização obsoletos por soluções mais eficientes. O mecanismo será implementado em parceria com dois bancos comerciais e destina-se, entre outros, a hotéis, supermercados e instalações de armazenamento frigorífico.
Por outro lado, a República Democrática do Congo e o Sudão do Sul receberão apoio para a eliminação progressiva dos HCFC, enquanto o Quénia, Angola, a Etiópia, a Guiné-Bissau e o Senegal beneficiarão de financiamento para preparar projetos-piloto de eficiência energética aplicados à cadeia de frio.
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