Projeto IMPACT-F quer medir o impacto do arrefecimento no clima

FOTO MAKABERA/ PIXABAY
Christina Genet
A iniciativa europeia reúne 14 parceiros internacionais para desenvolver uma ferramenta de avaliação das emissões associadas ao arrefecimento.
Lançado no passado dia 1 de junho, o projeto europeu IMPACT-F pretende desenvolver uma nova plataforma de modelação capaz de quantificar com maior rigor o impacto da refrigeração nas alterações climáticas, divulga o Instituto Internacional da Refrigeração. Além disso, o projeto financiado pela União Europeia visa apoiar a definição de políticas públicas para a descarbonização do setor.
O consórcio do IMPACT-F reúne 14 parceiros internacionais provenientes do meio académico, de organizações de investigação e tecnologia (RTO), de organizações intergovernamentais, de associações industriais, de entidades de formação e de empresas de consultoria. Representando a Ásia, a África, a Europa e a América do Sul, estas organizações contribuirão para o desenvolvimento de uma plataforma destinada a diferentes grupos de utilizadores.
Com uma duração prevista de 36 meses, entre junho de 2026 e maio de 2029, o projeto surge numa altura em que a procura mundial de soluções de arrefecimento continua a crescer devido ao aumento das temperaturas. Neste contexto, a nova plataforma deverá produzir uma avaliação mais precisa das emissões associadas ao arrefecimento à escala global e fornecer uma base científica sólida.
O IMPACT-F recorrerá a ferramentas de modelação avançadas para analisar a evolução da procura de arrefecimento, o consumo de energia, as emissões diretas e indiretas e o potencial de diferentes medidas de mitigação. O objetivo é disponibilizar cenários que permitam avaliar o impacto de políticas e tecnologias destinadas a acelerar a transição para soluções de arrefecimento mais sustentáveis.
Em comunicado, os promotores do projeto afirmam que a iniciativa está alinhada com os objetivos do Acordo de Paris e com o Global Cooling Pledge, um compromisso internacional atualmente subscrito por 72 países, que estabelece a meta de reduzir em 68 % as emissões associadas ao arrefecimento até 2050. Salientam ainda que a disponibilização de dados fiáveis e de modelos robustos é essencial para responder ao crescimento da procura de refrigeração sem comprometer os objetivos climáticos.
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