Equipa da SDU repensa a tecnologia dos ejetores

D.R.
Christina Genet
A nova abordagem permite controlar ativamente o equilíbrio entre líquido e vapor no interior do componente, com potencial de aplicação em sistemas térmicos.
Investigadores da University of Southern Denmark (SDU) desenvolveram o Jetjector, uma tecnologia que combina o princípio do ejetor convencional com uma unidade de deflexão do jato. Segundo a universidade, esta abordagem poderá contribuir para otimizar sistemas de energia térmica, incluindo aplicações AVAC e de refrigeração. Os primeiros resultados laboratoriais apontam para melhorias de eficiência entre 2,2 % e 12,3 %.
A tecnologia dos ejetores é utilizada há décadas em sistemas de aquecimento, arrefecimento e diversos processos industriais. O seu funcionamento baseia-se na utilização de diferenças de pressão para movimentar líquidos e gases, sem necessidade de uma fonte adicional de energia mecânica ou elétrica. Até agora, a otimização destes componentes tem assentado essencialmente em dois parâmetros: a capacidade de aumentar a pressão e a quantidade de fluido transportado.
O Jetjector introduz um terceiro elemento. Graças a uma unidade de deflexão do jato especificamente concebida para o efeito, torna-se possível controlar ativamente o equilíbrio entre líquido e vapor no interior do componente. Esta capacidade poderá ser relevante em sistemas térmicos nos quais os fenómenos de mudança de fase desempenham um papel importante.
O conceito foi desenvolvido pelo professor assistente Baris Burak Kanbur e pelo assistente de investigação Søren Schøler Sundall, do departamento de Engenharia Mecânica da SDU. Até ao momento, o Jetjector foi testado com água e vapor de água, tanto em simulações computacionais como em laboratório. A próxima fase passará por estudar o seu comportamento com outros fluidos de trabalho, incluindo refrigerantes com baixo potencial de aquecimento global, e aprofundar a compreensão dos mecanismos físicos envolvidos, explicam os investigadores em comunicado.
Entre as aplicações potenciais apontadas pela equipa, encontram-se o arrefecimento de centros de dados, a refrigeração industrial, a dessalinização de água do mar e outros sistemas de energia térmica. Para o setor AVAC, a inovação destaca-se sobretudo por abrir uma nova via de otimização dos ejetores: melhorar o desempenho de uma tecnologia existente e acrescentar-lhe uma nova capacidade de controlo.
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