Vendas de bombas de calor crescem 11 % na Europa

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Margarida Caferra
As vendas de bombas de calor residenciais aumentaram 11 % no primeiro semestre de 2026 em 12 mercados europeus, incluindo Portugal. Cerca de 1,16 milhões de unidades foram vendidas neste período, face a 1,05 milhões nos primeiros seis meses de 2025, segundo dados da European Heat Pump Association.
Os dados abrangem Áustria, Bélgica, Suíça, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Noruega, Portugal e Suécia. No conjunto destes mercados, foram comercializadas cerca de 1 163 000 bombas de calor residenciais entre janeiro e junho, mais 115 mil unidades do que no período homólogo.
A European Heat Pump Association associa esta evolução, entre outros fatores, à subida dos preços do petróleo e do gás após o encerramento do Estreito de Ormuz pelo Irão, em fevereiro, e às medidas anunciadas pela Comissão Europeia (CE) para reduzir a tributação da eletricidade e acelerar a substituição dos combustíveis fósseis. A associação tem defendido que a evolução das vendas de bombas de calor está fortemente relacionada com o preço da eletricidade.
Preço da eletricidade condiciona mercado
O Plano de Ação para a Eletrificação, apresentado pela CE em julho, prevê medidas para reduzir a diferença entre os custos da eletricidade e dos combustíveis fósseis. Em paralelo, a CE apresentou uma proposta destinada a assegurar que a eletricidade não seja tributada mais pesadamente do que o gás e a rever os encargos de rede, promovendo soluções flexíveis como as bombas de calor.
De acordo com a European Heat Pump Association, a eletricidade continua, contudo, a suportar em vários mercados uma carga fiscal superior à do gás, penalizando a competitividade das bombas de calor face às soluções que recorrem a combustíveis fósseis.
“Quando mais depressa a eletricidade se tornar a solução mais acessível, mais rapidamente avançaremos para uma energia limpa”, afirma Paul Kenny, diretor-geral da European Heat Pump Association. O responsável defende a redução dos impostos sobre a eletricidade e a sua transferência para os combustíveis fósseis, apontando os Países Baixos e a Bélgica como exemplos de países que já avançaram nesse sentido.
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