ADENE divulga manual de poupança face à crise energética

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Christina Genet
O documento promovido pela Agência para a Energia partilha recomendações e ferramentas para apoiar cidadãos e empresas na redução dos consumos energéticos.
O abastecimento de petróleo, gás natural e outros recursos energéticos tornou-se mais pressionado e imprevisível devido às crescentes tensões geopolíticas no Médio Oriente. Esta situação tem conduzido a aumentos significativos de preços nos mercados internacionais. Face a estas incertezas, a Agência para a Energia (ADENE) acaba de publicar um Manual de Poupança com recomendações destinadas a ajudar cidadãos, famílias, instituições e empresas a enfrentar melhor a crise energética. O folheto pretende divulgar ferramentas úteis para reduzir consumos, aumentar a eficiência e mitigar o impacto da subida de preços na economia doméstica e empresarial.
Embora Portugal já incorpore uma quota significativa de energias renováveis na produção de eletricidade, continua exposto a estas tensões internacionais, devido à dependência externa de combustíveis fósseis. Consequentemente, esta volatilidade reflete-se no preço da eletricidade e dos combustíveis. O setor dos transportes é particularmente afetado pelas oscilações globais, pelo que aumentos no preço do petróleo têm um impacto quase imediato no custo das viagens. Por essa razão, recomenda-se às empresas que limitem as deslocações, evitem horários de maior congestionamento e promovam o uso de transportes públicos. Ainda assim, existem outras formas de alcançar poupanças.
Gerir horários e fechar zonas pouco utilizadas
Em períodos de preços elevados, a ADENE recomenda a identificação e concentração das operações em atividades prioritárias, reduzindo ou suspendendo temporariamente tarefas não críticas. As poupanças podem também ser obtidas através da redução de consumos invisíveis, por exemplo, desligando equipamentos em standby, bem como através da gestão de horários, reprogramando consumos intensivos para períodos de menor custo de energia. O fecho parcial de zonas pouco utilizadas, como salas de reuniões ou corredores secundários, pode ser outra estratégia para aliviar a pressão energética.
As boas práticas para aumentar a eficiência energética incluem igualmente uma utilização adequada dos sistemas de climatização e ventilação. Tal implica respeitar as temperaturas recomendadas, em função da estação do ano, utilizar os modos Eco ou automático apenas com portas e janelas fechadas e assegurar uma manutenção adequada dos equipamentos. Nomeadamente: limpar ou substituir os filtros regularmente, garantir que as grelhas e saídas de ar não estão obstruídas, verificar os níveis de gás refrigerante e assegurar revisões técnicas periódicas dos sistemas centrais.
Por fim, o manual da ADENE sublinha a importância de obter informação junto de fontes oficiais, como os sites do Governo, da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), da E-Redes ou da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
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