Novo ciclo, novos desafios para o setor AVAC

FOTO CHENG LIN / UNSPLASH
O início de um novo mandato representa sempre um momento de renovação e de reflexão. A nova direção da EFRIARC, eleita para o biénio 2025-2027, assume funções com o compromisso de dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos, reforçando o papel da associação como espaço de encontro, partilha de conhecimento técnico e valorização do setor AVAC em Portugal.
Importa, antes de mais, expressar um agradecimento à direção cessante pelo trabalho realizado ao longo do mandato anterior. Num setor em constante evolução tecnológica e regulamentar, a capacidade de mobilizar profissionais, promover a discussão técnica e afirmar institucionalmente a EFRIARC continuará a ser um desafio permanente, mas também um contributo relevante para o desenvolvimento do setor.
Vivemos atualmente um momento particularmente relevante para o setor dos edifícios. As metas associadas à transição energética e aos compromissos europeus de descarbonização estão a impulsionar alterações legislativas e o desenvolvimento de novas políticas públicas relacionadas com o desempenho energético dos edifícios.
Neste contexto, assume especial importância a revisão da Diretiva Europeia (UE) 2024/1275, relativa ao desempenho energético dos edifícios (EPBD), que estabelece metas ambiciosas para a transformação progressiva do parque edificado europeu. Entre os seus instrumentos estruturantes, destaca-se o Artigo 3.º, que prevê a elaboração dos Planos Nacionais de Renovação de Edifícios, destinados a orientar a estratégia de descarbonização do parque edificado até 2050.
Em Portugal, o Plano Nacional de Renovação de Edifícios (PNRE) constitui o principal instrumento estratégico para concretizar estes objetivos. A versão de projeto deste plano esteve em consulta pública até fevereiro de 2026, devendo a versão final ser apresentada à Comissão Europeia até 31 de dezembro de 2026 por cada Estado-Membro.
Entre os principais objetivos do PNRE destacam-se a aceleração da taxa de renovação energética dos edifícios, a melhoria do conforto térmico e da qualidade do ambiente interior, bem como o contributo para a redução da pobreza energética em Portugal.
O PNRE prevê um conjunto de medidas, destinadas a cumprir as metas definidas para cada um dos objetivos estratégicos identificados, que deverão merecer a atenção e análise de todos os profissionais do setor, sendo que algumas destas medidas já se encontram com prazo de implementação, mas por “orçamentar”.
Até maio de 2026, continuarão os trabalhos de transposição da EPBD, desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho criado especificamente para o efeito e liderados pela ADENE.
Neste enquadramento, o setor AVAC assume um papel absolutamente central, porque dispõe hoje de conhecimento técnico, capacidade de inovação e profissionais altamente qualificados para a fase de implementação, “saber fazer”.
Caberá também às associações técnicas continuar a promover o diálogo, a cooperação e a disseminação de conhecimento, contribuindo para que o setor AVAC seja parte ativa na construção de um parque edificado mais eficiente, sustentável e preparado para o futuro.
Diretor da AVAC Magazine
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